Adiantando-me às teorias de conspiração sobre a morte sem cadáver de Osama Bin Laden


Bin Laden não morreu. Ele foi recolhido pelos Marines e levado para uma instalação americana de alta segurança, onde ficará oculto e anónimo até ao final dos seus dias. Foi a conclusão duma operação secreta que se alargou durante mais de 30 anos, desde que Bin Laden iniciou a sua relação com a CIA durante a guerra soviético-afegã. Enquanto ela apoiava os Mujahedin e os munia de armas e fundos, Bin Laden ia planeando uma trajetória que fundamentaria a política externa americana durante décadas, numa relação cúmplice em que ele se assumiu como um inimigo e a face do Mal, mas que, no fundo, serviu apenas para permitir que o setor do armamento e da guerra crescesse, com injeções de capital recorrentes pelo Governo americano. Após a queda da URSS (que ele, na guerra afegã, ajudou a precipitar), era necessário fabricar uma cenoura que fizesse o burro América andar – e ele foi essa cenoura. Apesar de Clinton não apoiar muito a ideia, a Administração Bush encontrou nela a desculpa perfeita para fazer crescer a sua base de apoio e conseguir garantir um segundo mandato depois de uma assustadora primeira votação em que foi preciso o irmão Jeb Bush dar um empurrãozinho na Florida para que o voto colegial valesse sobre o popular. Foi a própria Administração Bush que fez cair as Torres Gémeas através de um sistema de implosão (que elas tinham já desde a construção, pois esperava-se que no futuro fosse necessária uma ação deste tipo) e, aproveitando-se do milionário saudita como bode expiatório, orientou toda a sua política externa e interna para uma fase restritiva e securitária, que distraiu os ânimos da liberalização económica e permitiu que a bolha do imobiliário crescesse sem que ninguém percebesse, porque estava tudo muito preocupado com a guerra do Iraque, que, ainda assim, valeu pela deposição do ditador anti-xiita Saddam Hussein. Porém, as recentes revoluções democráticas no Médio Oriente e a crise nas finanças públicas americanas fizeram com que Bin Laden estivesse a sair demasiado caro a Obama, que decidiu que ele deveria sair lá da mansão pseudo-secreta e vir para os Estados Unidos, onde lhe serão oferecidos como compensação um cesto de fruta por dia e a Whitney Houston.

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