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	<title>Jorge Vaz Nande &#187; novidades</title>
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		<title>Salvador no Brasil: a série que gravei com o Salvador Martinha</title>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 19:55:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jvnande.com</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A 20 de Outubro de 2011, recebi uma mensagem do Salvador Martinha no Facebook dizendo que me queria lançar um repto. Conhecia o Salvador mais ou menos. Tínhamo-nos cruzado uma ou outra vez quando trabalhei nas Produções Fictícias e sempre me pareceu bem disposto (há quem não saiba que isso não é regra entre humoristas) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A 20 de Outubro de 2011, recebi uma mensagem do <a href="http://www.salvadormartinha.com">Salvador Martinha</a> no Facebook dizendo que me queria lançar um repto. Conhecia o Salvador mais ou menos. Tínhamo-nos cruzado uma ou outra vez quando trabalhei nas Produções Fictícias e sempre me pareceu bem disposto (há quem não saiba que isso não é regra entre humoristas) e bastante profissional. Porém, não o conhecia a ponto de poder assegurar que era uma ótima pessoa. Hoje, posso fazê-lo.</p>
<p><embed src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/pDNAP5yDrJvKNMHSULLZ/mov/1" type="application/x-shockwave-flash" allowFullScreen="true" width="400" height="350"></embed></p>
<p>O repto que o Salvador me lançou foi gravar um documentário sobre a tournée que ele planeava fazer pelo Brasil. Logo disse que sim. Nunca me considerei humorista, mas trabalho muito com humor no que faço. Estou próximo o suficiente para entender o universo de quem, noite após noite, se submete ao julgamento imediato do público pronunciado nos cruéis termos de rir/não rir. Em Portugal, os humoristas não são tratados com seriedade. Um documentário como o <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jerry_Seinfeld">Comedian</a></em> seria impossível há uns anos na Tugalândia. Fazer o <em>Comedian</em> português sobre a tarefa hercúlea que o Salvador Martinha se propôs &#8211; um português, no Brasil pela primeira vez, a fazer rir os brasileiros com um texto construído <em>in loco</em> &#8211; era um desafio ao qual não podia dizer que não.</p>
<p><embed src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/u8QukftABvf1aop8C2hT/mov/1" type="application/x-shockwave-flash" allowFullScreen="true" width="400" height="350"></embed></p>
<p>O Canal Q bancou-nos o projeto, com um previsível orçamento reduzido. Não podiamos garantir resultados, só força de vontade. Ajudou o fato de eu ter acabado de começar a morar sozinho quando ele chegou. O Salvador entrou numa casa nova, sem móveis, que nem eletrodomésticos tinha (aliás, ele testemunhou a chegada de alguns deles). Nunca uma queixa lhe saiu da boca. Ficamos amigos imediatamente e, durante 3 semanas, gravei-o dia e noite. Gravei-o a escrever, a dormir, a comer, a tomar banho, a dar os espetáculos, a descobrir a cidade, a entrevistar alguns dos humoristas mais conhecidos do Brasil. Ajudei-o com as palavras que deveria evitar, com as punchlines que deveria preferir. O Salvador entrou no meu círculo de amigos aqui. Foi muito divertido e, no final, os resultados viram-se. Com dezenas de horas gravadas, a descoberta de um mundo novo, o confronto do comediante com o público e os vaivéns do processo de construção do texto ficaram registadas como nunca antes se viu em português.</p>
<p><embed src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/6rqpDfOBcZ5PJMjRrw60/mov/1" type="application/x-shockwave-flash" allowFullScreen="true" width="400" height="350"></embed></p>
<p>A série que acabou sendo transmitida pelo Canal Q enche-me de orgulho e tenho que dar um agradecimento especial ao Nuno Alberto, que nos emprestou a câmara principal com que gravámos, e ao Tiago Câmara, que navegou pela imensidão do hard drive que seguiu para Portugal e com esse material criou grandiosos episódios. Espero que esta série ajude a mudar a imagem que alguns portugueses têm sobre os brasileiros e a que alguns brasileiros têm sobre os portugueses. E, acima de tudo, espero que ela ajude a mudar a imagem que a generalidade do público tem sobre a profissão de humorista.</p>
<p><embed src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/PAC5qikcJbNeyqpF9tVZ/mov/1" type="application/x-shockwave-flash" allowFullScreen="true" width="400" height="350"></embed></p>
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		<title>Cine Qua Non nos prémios LER BLOGTAILORS</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 12:44:49 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[novidades]]></category>

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		<description><![CDATA[A Cine Qua Non, fenomenal revista com que colaboro, concorreu a um prémio de edição para melhor design de Arte e Fotografia e foi seleccionada para a fase final do concurso. As três “finalistas” estão agora a votação. Podem votar aqui!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B740726d9/9869076_9FEJ5.jpeg" class="alignnone" width="370" height="500" /><br />
A <a href="http://www.cinequanon.pt/">Cine Qua Non</a>, fenomenal revista com que colaboro, concorreu a um prémio de edição para melhor design de Arte e Fotografia e foi seleccionada para a fase final do concurso. As três “finalistas” estão agora a votação. Podem votar <strong><a href="http://premiosdeedicao.blogs.sapo.pt/30287.html">aqui</a></strong>!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Mr. Guache vende!</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 15:25:26 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[novidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Anderson Almeida, aka Mr. Guache, foi das primeiras pessoas que conheci no Brasil. Acho-o muito má pessoa e fraco no que faz [super modo de ironia ligado]. Ele pôs à venda no site Artflakes este FABULOSO portfolio inspirado em cartas de tarot, do qual a imagem em cima é só um exemplo. Vamos todos comprar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artflakes.com/en/shop/mrguache"><img src="http://jvnande.com/teste/wp-content/uploads/2011/09/julgamento.jpg" alt="" title="julgamento" width="368" height="616" class="alignnone size-full wp-image-1048" /></a><br />
<a href="http://www.mrguache.com.br/">Anderson Almeida, aka Mr. Guache</a>, foi das primeiras pessoas que conheci no Brasil. Acho-o muito má pessoa e fraco no que faz <strong>[super modo de ironia ligado]</strong>. Ele pôs à venda no site Artflakes <a href="http://www.artflakes.com/en/shop/mrguache">este FABULOSO portfolio inspirado em cartas de tarot</a>, do qual a imagem em cima é só um exemplo. Vamos todos comprar como se não houvesse amanhã, minha gente?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>JVN hoje no Zé Presidente</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Sep 2011 22:46:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jvnande.com</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para quem ainda não sabe: hoje à noite vou ao Zé Presidente dizer poemas meus no V.A.I.A / C.A.I-MAL. Para além de palavras, vai ter performance, cinema e música, muita música. Vemo-nos por lá?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://jvnande.com/teste/wp-content/uploads/2011/09/311791_274804669205473_100000278263618_1043435_1731046056_n.jpg"><img src="http://jvnande.com/teste/wp-content/uploads/2011/09/311791_274804669205473_100000278263618_1043435_1731046056_n.jpg" alt="" title="311791_274804669205473_100000278263618_1043435_1731046056_n" width="500" class="alignnone size-full wp-image-994" /></a><br />
Para quem ainda não sabe: hoje à noite vou ao <a href="http://zepresidente.com.br/">Zé Presidente</a> dizer poemas meus no <a href="http://www.facebook.com/event.php?eid=114274988678417">V.A.I.A / C.A.I-MAL</a>. Para além de palavras, vai ter performance, cinema e música, muita música. Vemo-nos por lá?</p>
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		<title>MEDIANO vencedor no Festival Silêncio</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Jun 2011 19:01:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jvnande.com</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A curta metragem que eu e o Victor Lemos preparámos para o Filmagens, do Festival Silêncio, arrecadou ontem o Prémio do Público e o Primeiro Prémio do júri. Estamos muito contentes e agradecemos a todos os que nos apoiaram, incentivaram, votaram ou simplesmente nos manifestaram o seu apreço, seja lá por que forma. Significou muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/25535394" width="500" height="281" frameborder="0"></iframe></p>
<p>A curta metragem que eu e o Victor Lemos preparámos para o Filmagens, do Festival Silêncio, arrecadou ontem o Prémio do Público e o Primeiro Prémio do júri. Estamos muito contentes e agradecemos a todos os que nos apoiaram, incentivaram, votaram ou simplesmente nos manifestaram o seu apreço, seja lá por que forma. Significou muito para nós. </p>
<p>Eu tenho que dar uma palavra especial aos Social Smokers. Sempre pensei que ler em público não é um mero ato em que um público aprecia, passivo, um texto lido para ser admirado, mas tem de ser necessariamente uma forma de entretenimento no mais nobre que a palavra implica. Por muito slam que tenha feito ou continue a fazer, foram os meus concertos com o Alex Cortez, o Silva o Sentinela, o B.I.R.U.L.ex, o Zé Lencastre, o João Pedro Gomes e, mais tarde, com o Ivo Palitos e o Sérgio Costa que fizeram com que realmente começasse a pensar no público que tinha à frente e nas soluções para que o ato performático ganhasse força junto dele. O MEDIANO, que adapta o texto com que abri a minha performance na Casa das Rosas em Abril, é um exemplo dessas soluções. Não o teria feito assim se os Smokers não me refrescassem a cabeça. Um grande abraço, amigos.</p>
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		<title>MEDIANO a concurso no Festival Silêncio</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jun 2011 13:29:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jvnande.com</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de ter sido exibido na sexta-feira no Filmagens, no Festival Silêncio, MEDIANO, a curta-metragem que gravei com o meu grande amigo Victor Lemos, está a concurso para o Prémio de Público. Para votar, é só clicar na imagem acima (ou aqui) e fazer &#8220;Like&#8221; ali do ladinho direito. O Festival Silêncio é um evento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.festivalsilencio.com/filmagem.php?id=11"><img src="http://jvnande.com/teste/wp-content/uploads/2011/06/mediano_snapshot.jpg" alt="" title="mediano_snapshot" width="500" class="alignnone size-full wp-image-785" /></a><br />
Depois de ter sido exibido na sexta-feira no Filmagens, no <a href="http://www.festivalsilencio.com/">Festival Silêncio</a>, MEDIANO, a curta-metragem que gravei com o meu grande amigo <a href="http://vimeo.com/victorclemos">Victor Lemos</a>, está a concurso para o Prémio de Público. Para votar, é só clicar na imagem acima (ou <a href="http://www.festivalsilencio.com/filmagem.php?id=11">aqui</a>) e fazer &#8220;Like&#8221; ali do ladinho direito.</p>
<p>O Festival Silêncio é um evento pelo qual tenho muito carinho. Foi lá a primeira vez que fiz slam e que conheci o resto dos Social Smokers. Foi ele que me permitiu ir ao European Poetry Slam em 2009, a Berlim, e chegar à final para dizer <a href="http://www.youtube.com/watch?v=YTJ8ipzSqAw&#038;feature=channel_video_title">o meu poema à frente de 500 pessoas</a>. É uma honra ter um filme lá. E é uma honra estar a pedir-vos para o verem.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Retrato do artista enquanto Zapeão</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jun 2011 15:21:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jvnande.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[novidades]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Foto de Tide Gugliano Fazer crescer uma cena nunca é tarefa fácil, ainda para mais se estivermos a falar de algo que, pura e simplesmente, não existe. Apesar do tamanho e do cosmopolitismo de São Paulo, o slam só começou a ser organizado enquanto tal (poesia + performance + competição) há cerca de três anos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://jvnande.com/teste/wp-content/uploads/2011/06/5817612703_8fc3aa5fc1_b.jpg"><img src="http://jvnande.com/teste/wp-content/uploads/2011/06/5817612703_8fc3aa5fc1_b.jpg" alt="" title="5817612703_8fc3aa5fc1_b" width="500" class="alignnone size-full wp-image-771" /></a><br />
<em><small>Foto de <a href="http://zapslam.blogspot.com/2011/06/blog-post.html">Tide Gugliano</a></small></em><br />
Fazer crescer uma cena nunca é tarefa fácil, ainda para mais se estivermos a falar de algo que, pura e simplesmente, não existe. Apesar do tamanho e do cosmopolitismo de São Paulo, o slam só começou a ser organizado enquanto tal (poesia + performance + competição) há cerca de três anos, quando a Roberta Estrela D&#8217;Alva organizou os seus comparsas do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, ali pertinho da Pompéia. Como o mundo é um penico, a Roberta é amiga desde a infância do Newton Cannito, um dos maiores responsáveis pela minha vinda para o Brasil, e, interessada pela proposta dos Social Smokers, aproveitou os conhecimentos comuns para meio que se auto-convocar para nos acompanhar quando a banda esteve no Brasil em Novembro do ano passado. Foi então que conheci o Núcleo e o ZAP!, a noite de slam mensal que eles organizam. Já lá tinha ido uma vez, mas só como jurado &#8211; fiquei na mesma mesa de um gaúcho e, curiosamente, éramos sempre os dois a dar as notas mais baixas, o que nos fez temer pela nossa integridade física face ao pessoal da Zona Leste. Ainda bem que poesia é amizade. Mas aconteceu que, na última quinta feira, deu-me uma vontade de fim de tarde de ir à competição e, contra todas as minhas expetativas, a noite acabou comigo a ser o Zapeão, ao mesmo tempo que a Roberta Estrela D&#8217;Alva sacava o terceiro lugar na Copa do Mundo do Slam em Paris. Ganhar é sempre bom, mas os minutos em que ouvi a poeta e atriz <a href="http://purpleann.blogspot.com">Ana Roxo</a> fazer <a href="http://purpleann.blogspot.com/2010/12/comecei-escrever-aquele-texto-triste.html">este poema</a> foram o momento de slam ou recitais ou saraus ou leituras públicas ou seja lá o que for que mais me emocionaram na vida. Por isso, deixo-o aqui, desejando uma vida longa ao <a href="http://zapslam.blogspot.com">ZAP!</a><br />
<blockquote>Comecei a escrever aquele texto triste</p>
<p>talvez não seja triste ou não tão triste<br />
quanto deveria ser um texto sobre eu e você<br />
talvez só seja assim, melancólico<br />
com medo do sofrimento<br />
que viria, e veio devagar<br />
começa assim de repente<br />
meio no meio de uma tarde chuvosa e com enchente<br />
depois tem um espaço onde cabe o silêncio<br />
e por onde podem escorrer umas lágrimas<br />
não tem fluxo o texto<br />
começa de supetão<br />
e para um tempão num vácuo<br />
depois fica bonito a beça<br />
eu falo de cores que eu conheço e queria te contar<br />
conto de coisas que vi e vivi<br />
e te faço convites incríveis<br />
descrições inimagináveis de lugares em que estive sozinha<br />
falo de montanhas que são ondas, deuses hindus, mitologias inventadas<br />
animais fantasiosos, deuses pagãos, sagas heróicas,<br />
dançarinas de vários braços, de um homem com três bocas cantantes<br />
do dia em que o capeta me paquerou<br />
e de como os deuses as vezes descem a terra e brincam com a gente<br />
conto quase tudo de impensável<br />
e nessa parte eu te impressiono.<br />
Depois vai ficando mais cafona,<br />
porque meu repertório não é tão bom assim.<br />
Mais pra frente fica triste e bonito de novo.<br />
Eu vou dizendo que te amo de vários jeitos<br />
primeiro clichês e mais pra frente novos,<br />
que nem aquele dia<br />
que eu disse eu te amo só com o olho,<br />
no meio de uma frase e você não esperava<br />
(porque eu passei grande parte da nossa história<br />
inventando jeitos diferente de dizer eu te amo<br />
então nada mais justo do que colocar isso naquele texto)<br />
Coloco um mar no meio, pra deixar mais água<br />
e nessa hora fica feio, um pouco infantil<br />
eu me fragilizo muito e digo<br />
que foi tudo culpa minha<br />
como se a culpa existisse mesmo e eu acreditasse nisso<br />
mas é só pra você se impressionar de novo<br />
e ficar mais um pouco do meu lado.<br />
Mas nem assim adianta<br />
você parte mesmo assim<br />
e talvez até por causa disso<br />
(no final dos meus textos você sempre vai embora)<br />
mas aí no texto eu minto<br />
dizendo te dei um mais beijo<br />
e disse tchau com muita dignidade<br />
(e não chorei nem fiquei aflita<br />
nem me joguei no chão<br />
e quis tomar formicida)<br />
ou talvez eu coloque uma piada<br />
não sei, eu ainda não terminei o texto.<br />
Mas acho que no fim<br />
eu saio com uma desculpa esfarrapada<br />
dizendo por exemplo<br />
que eu ainda não terminei.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>O primeiro ato da ópera Deu-la-Deu: vídeo</title>
		<link>http://jvnande.com/o-primeiro-ato-da-opera-deu-la-deu-video/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 May 2011 19:21:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jvnande.com</dc:creator>
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		<category><![CDATA[novidades]]></category>

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		<description><![CDATA[http://www.youtube.com/watch?v=Eqy1yE1O1n8 A qualidade de som e imagem não é a melhor, mas a Valença TV gravou a ópera Deu-la-Deu na íntegra. É uma ideia bem aproximada do que foi o espectáculo que aconteceu no sábado nas muralhas de Monção e que será interpretado na íntegra a 12 de Agosto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Eqy1yE1O1n8">http://www.youtube.com/watch?v=Eqy1yE1O1n8</a></p>
<p>A qualidade de som e imagem não é a melhor, mas a <a href="http://www.youtube.com/user/valencatv1">Valença TV</a> gravou a <a href="http://jvnande.com/o-primeiro-ato-da-opera-que-eu-escrevi-estreia-amanha/">ópera Deu-la-Deu</a> na íntegra. É uma ideia bem aproximada do que foi o espectáculo que aconteceu no sábado nas muralhas de Monção e que será interpretado na íntegra a 12 de Agosto.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O primeiro ato da ópera que eu escrevi estreia amanhã</title>
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		<pubDate>Fri, 27 May 2011 15:44:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jvnande.com</dc:creator>
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		<category><![CDATA[novidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma ópera popular, invocando Deu-La-Deu Martins, heroína de Monção, vai ser apresentada no sábado nas muralhas da vila, contando com a inédita participação de 200 pessoas, inclusive grupos de bombos e gaitas de foles. Escrevi Deu-la-Deu a pedido da Câmara Municipal de Monção, a minha terra natal. O curioso disto de se mudar de terra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://jvnande.com/teste/wp-content/uploads/2011/05/deuladeu1.jpg"><img src="http://jvnande.com/teste/wp-content/uploads/2011/05/deuladeu1.jpg" alt="" title="deuladeu" width="352" height="390" class="alignnone size-full wp-image-753" /></a><br />
<a href="http://sicnoticias.sapo.pt/Lusa/2011/05/27/moncao-bombos-caixas-e-gaitas-integram-opera-popular-com-200-participantes"><br />
<blockquote><em>Uma ópera popular, invocando Deu-La-Deu Martins, heroína de Monção, vai ser apresentada no sábado nas muralhas da vila, contando com a inédita participação de 200 pessoas, inclusive grupos de bombos e gaitas de foles.</em></p></blockquote>
<p></a>Escrevi <em>Deu-la-Deu</em> a pedido da Câmara Municipal de Monção, a minha terra natal. O curioso disto de se mudar de terra é que, ao mesmo tempo, eu já deixei a terra e, ao mesmo tempo, eu nunca a deixarei. Ou seja, já não sou monçanense, mas, ao mesmo tempo, monçanense é aquilo que eu nunca deixarei de ser. Por isso, quando me foi proposto que revisse o mito fundador da minha vila para a comemoração dos 750 anos do foral com que D. Afonso III a reconheceu como município, eu não podia deixar de refletir isso. Como poderia repetir uma história que ouvi vezes sem conta, sobre a qual já seria difícil ter algum poder de objetividade, e, ao mesmo tempo, torná-la interessante para quem também já a ouviu vezes sem conta? Fiz análise histórica, vi tratados de genealogia espanhóis e portugueses, almanaques com centenas de anos &#8211; e, depois, quando já tinha bem separada a História da lenda, ficcionei a minha ficção por cima para a fazer universal. A proposta de encenação das Comédias do Minho, integrando os grupos corais e de bombos locais, faz ainda mais sentido, faz todos os sentidos. Agora, ela já não é monçanense, mas, ao mesmo tempo, monçanense é aquilo que ela nunca deixará de ser.</p>
<p>O primeiro ato da ópera <em>Deu-la-Deu</em> será interpretado amanhã, sábado, em Monção. Vão vê-la, pois eu não posso.</p>
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		<title>The Burning List com a pessoa que aqui escreve</title>
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		<pubDate>Tue, 24 May 2011 19:59:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O programa The Burning List, da Rádio Universitária do Minho, contou há umas semanas com a minha participação e seleção de músicas. Espero que gostem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O programa <a href="http://www.rum.pt/index.php?option=com_conteudo&#038;task=item_list&#038;catid=217">The Burning List</a>, da Rádio Universitária do Minho, contou há umas semanas com a minha participação e seleção de músicas. Espero que gostem.</p>
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