OS NANDAMENTOS

(escrito para o espectáculo dos Social Smokers de 22 de Abril)

1. Não afagarás os joelhos do próximo.
2. Não falarás com mulheres de barba.
3. Não criarás documentos do Microsoft Word que precisam de conversão para serem lidos por versões mais antigas do Office.
4. Reconhecerás sempre o dever de te rires da classe política.
5. Não saxofonearás o Zé Lencastre do próximo.
6. Amarás as pessoas acima de todas as coisas.
7. Babar-te-ás durante o sono.
8. Orgulhar-te-ás da distribuição dos teus pêlos corporais.
9. Honrarás a memória dos teus animais de estimação falecidos.
10. Não Sentinelarás o Silva do próximo.
11. Viajarás principalmente de transportes públicos.
12. Nunca aprenderás a estacionar um carro devidamente.
13. Andarás sempre com o livro de recibos atrás.
14. Pendurarás nos ombros tudo o que conseguires.
15. Não Cortezarás a próxima do Alex.
16. Farás xixi e irás para a caminha.
17. Nunca saberás explicar muito bem o que fazes na vida.
18. Nunca saberás muito bem o que fazes na vida.
19. Aprenderás muita coisa que te vai sempre ser útil.
20. Não Biruarás as Queijas do próximo.
21. Serás um bom rapaz que todos os dias fala com os pais.
22. Serás um mau rapaz que todos os dias tem pensamentos impuros.
23. Serás um homem assim-assim.
24. Não calarás o que tens para dizer, mas nunca dirás o suficiente.
25. Não Joãopedroarás os vídeos do próximo.
26. Respeitarás todos os homens, até o Filipe Fonseca.

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“Introduction” (“Cruel Shoes”, de Steve Martin)

Vais por uma estrada campestre. Está uma tarde tranquila. Olhas lá mesmo para o fundo da estrada e vês alguém a andar na tua direcção. Estás surpreendido por teres percebido uma pessoa a tão grande distância. Mas continuas a andar, não esperando mais do que um aceno amigável quando se cruzarem. Reparas que ele tem cabelo laranja e brilhante. Está mais perto – um fato de cetim branco com pontos coloridos. Mais perto – uma cara pintada de branco e lábios rubros. Tu e ele estão a cinquenta metros de distância. Tu e um autêntico palhaço com uma buzina, separados por vinte metros. Aproximam-se na solitária estrada campestre. Tu acenas. Ele buzina e passa.

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Tradução de um poema de Allen Ginsberg

UNDER THE WORLD THERE’S A LOT OF ASS A LOT OF CUNT

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Dois textos de Daniil Harms

Algo sobre Pushkin e A Conferência.

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Divine Comedy

Divine Comedy, de Julian Gough, um dos melhores ensaios sobre Comédia que já li.

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Yau e Drummond

Tradução de In the Kingdom of Poetry, de John Yau, em referência a Carlos Drummond de Andrade.

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Duas traduções de Bob Dylan

It’s Alright, Ma (I’m Only Bleedin’) e Ballad of a Thin Man.

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e.e. cummings

Tradução de um texto de um dos meus autores preferidos.

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The Other Mexico: Critique of the Pyramid

Tradução de um excerto do livro de Octavio Paz.

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Numa sala cheia

Talvez poema, talvez não.

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