Monção
Esta terra é três cores: verde, castanho e cinzento. Vêm das árvores, da vinha, da terra e do céu. Se fecho os olhos e me quero lembrar, a imagem é a de encostas cheias de pinheiros e fasco, atravessadas por caminhos de terra batida que, do que devem ter custado a conquistar, bem podiam ser feridas abertas no chão. O som da televisão ao meu lado ou do rádio na cozinha a atravessarem o silêncio enorme, aquele em que aprendi a pensar, a inventar histórias na minha cabeça, a fechar-me. Sabemos que estamos todos sozinhos no meio deste silêncio, somos desconfiados. As ligações com os outros são acidentais, corpos que se encontram ao calhas no meio de percursos aleatórios. Uma vez disseram-me que Torga chamou ao Minho o inferno verde, mas isso não está certo. O Inferno deve estar cheio de ruído. Em Monção não pára de chover.
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Uma história pessoal
Uma vez, quando eu era pequeno mas já tinha idade para ter juízo, o meu avô, que tinha andado pelos órgãos autárquicos da vida, fez-me prometer-lhe que não me meteria na política.
As pastilhas elásticas portuguesas
Sempre que se regressa à terra natal, presta-se especial atenção a tudo aquilo que há de diferente ou de novo.
It's just a restless feeling by my side
Fala-se de .
A meio, o fim
Quanto tempo demora até que tudo fique igual, ouço perguntar dentro da minha mente (o que não quer dizer, atenção, que a pergunta seja minha).
People try to put us down
Não consigo concordar com .
