OS NANDAMENTOS

(escrito para o espectáculo dos Social Smokers de 22 de Abril)

1. Não afagarás os joelhos do próximo.
2. Não falarás com mulheres de barba.
3. Não criarás documentos do Microsoft Word que precisam de conversão para serem lidos por versões mais antigas do Office.
4. Reconhecerás sempre o dever de te rires da classe política.
5. Não saxofonearás o Zé Lencastre do próximo.
6. Amarás as pessoas acima de todas as coisas.
7. Babar-te-ás durante o sono.
8. Orgulhar-te-ás da distribuição dos teus pêlos corporais.
9. Honrarás a memória dos teus animais de estimação falecidos.
10. Não Sentinelarás o Silva do próximo.
11. Viajarás principalmente de transportes públicos.
12. Nunca aprenderás a estacionar um carro devidamente.
13. Andarás sempre com o livro de recibos atrás.
14. Pendurarás nos ombros tudo o que conseguires.
15. Não Cortezarás a próxima do Alex.
16. Farás xixi e irás para a caminha.
17. Nunca saberás explicar muito bem o que fazes na vida.
18. Nunca saberás muito bem o que fazes na vida.
19. Aprenderás muita coisa que te vai sempre ser útil.
20. Não Biruarás as Queijas do próximo.
21. Serás um bom rapaz que todos os dias fala com os pais.
22. Serás um mau rapaz que todos os dias tem pensamentos impuros.
23. Serás um homem assim-assim.
24. Não calarás o que tens para dizer, mas nunca dirás o suficiente.
25. Não Joãopedroarás os vídeos do próximo.
26. Respeitarás todos os homens, até o Filipe Fonseca.

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Canção do Asilo (a partir de Gonçalves Dias)
Minha terra não tem palmeiras Lá não canta o sabiá Não tem esfiha nem coxinha Maniçoba ou vatapá "É assim" é nosso "então" O "OK" é "entendi" A saudade que lá existe É a mesma que existe aqui Não encontro prazer lá E não sei se o há aqui Minha terra é um sonho em pó Acordei, logo esqueci Se esta terra tem primores, Parabéns, mostrem-mos lá.

Poema de ler baixo
entre o que vês e dizes não existe nada és simples e sem malícia não sabes nada de computadores não temes pedir ajuda a estranhos entre o que vês e dizes não há teias ou imundície há só o que és e aquela transparência do que é real e luz entre o que vês e dizes sorris porque achaste enfim quem te matasse a fome fizeste um sanduíche com minhas palavras e comeste-me a vergonha.

Poema contra a crise
Há quem diga que a poesia não resolve nada, Há quem diga que a poesia não é prática.

já não consigo digo
Menti.

Numa sala cheia
Talvez .

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