Os poemas antigos
Para recordar tempos de masoquismo.
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Poema de ler baixo
entre o que vês e dizes
não existe nada
és simples e sem malícia
não sabes nada
de computadores
não temes pedir
ajuda a estranhos
entre o que vês e dizes
não há teias ou
imundície há só
o que és e aquela
transparência
do que é real
e luz
entre o que vês e dizes
sorris porque
achaste enfim quem
te matasse a fome
fizeste um sanduíche
com minhas palavras
e comeste-me
a vergonha.
já não consigo digo
Menti.
Canção do Asilo (a partir de Gonçalves Dias)
Minha terra não tem palmeiras
Lá não canta o sabiá
Não tem esfiha nem coxinha
Maniçoba ou vatapá
"É assim" é nosso "então"
O "OK" é "entendi"
A saudade que lá existe
É a mesma que existe aqui
Não encontro prazer lá
E não sei se o há aqui
Minha terra é um sonho em pó
Acordei, logo esqueci
Se esta terra tem primores,
Parabéns, mostrem-mos lá.
