Uma história pessoal

Uma vez, quando eu era pequeno mas já tinha idade para ter juízo, o meu avô, que tinha andado pelos órgãos autárquicos da vida, fez-me prometer-lhe que não me meteria na política. De uma maneira ou de outra, sempre lhe fiz a vontade. Assumo opiniões, mas não aspiro a jobs. Mando-me a discutir, mas não assino cédulas nem pagarei quotas. Concordo ou discordo e renego a disciplina. E a verdade é que ele tinha razão, pois há-de haver sempre um cargo político a mais à face da terra. Num mundo perfeito, poderiam entender a derradeira afirmação? Poderiam. Mas não seria a mesma coisa.

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Para o que me deu
Estou a fazer algo que não fazia há muito tempo: ler blogs.

A chuva
A chuva de São Paulo lembra-me do documentário do Possidónio Cachapa sobre o Urbano Tavares Rodrigues.

Tu, baterista com quem falei ontem, tens razão, porque o rock
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eMorte
Lendo .

2010
Fui às compras para o fim-de-ano e não consegui deixar de pensar, ao ver os congelados com ar triste dentro da arca, nos lombos rubros do camarão-tigre que comi por uma ninharia no Clube Naval de Maputo há uns anos.

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