A compostura

Ali atrás a televisão está a dizer que “temos de ser uns para os outros”. Ao meu lado está o poster de um filme de que eu nem gostei acima de tudo, mas que pendurei porque sim, porque não há por aí posteres de filmes aos pontapés e este até é bonito, imita o estilo dos posteres de concertos psicadélicos dos anos 60 e está tudo onde deve estar. A janela tem a persiana aberta, mas vivo num quarto andar e ninguém me pode ver. Há um mapa semi-caído, dependurado da parede, mas só o vou ajeitar no domingo, porque esse é o dia que eu reservei para me preocupar com coisas assim. Segunda-feira preocupo-me com outras coisas, no domingo com essas e, de cabelo branco em cabelo branco, tudo se há-de compor, não?

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