Amador

Hoje estive na Loja do Cidadão a pensar no tempo fenomenológico e como os minutos passam tão devagar quando se está à espera e tão depressa quando se age. Por isso, decidi sair e agir e, portanto, fui a um sítio aonde nunca tinha ido: à livraria do Teatro Nacional D. Maria II. Não é o sentido mais vantajoso para a expressão “tempo é dinheiro”, mas encontrei a revista n.º3 dos Artistas Unidos, de que andava diletantemente à procura desde que em 2007 fiquei de boca aberta a ver a peça Amador – e, não, isso não quer dizer que bocejei, mas que fiquei pasmado com aquele quase-monólogo e muito curioso sobre o modo como a peça estaria escrita. Depois de uns 15 minutos à procura nas coisas do Jon Fosse, lá descobri que a peça é na verdade de Gerardjan Rijnders, que eu nunca conheci, mas que de certeza possui um grande par de testículos, pois qualquer pessoa que escreva uma peça quase em verso que começa com a indicação “o texto representado pode divergir do texto publicado” e contém a didascália “(peter faz amor com a mãe, orgasmo)” só pode ter um grande par de testículos. E isso não impediu que ainda tivesse de voltar à Loja do Cidadão e esperar que umas 100 pessoas fossem atendidas até chegar a minha vez, orgasmos não incluídos.

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