As maravilhas de uma casa que não tem número


A casa onde cresci não tem número. Fica num lugar, numa freguesia, e é só.

O carteiro sabe ligar o nome nas cartas às pessoas que aqui moram e quem antes vinha de fora não tinha grande dificuldade de encontrar o lugar, porque a casa estava mais sozinha. Porém, como nos últimos anos se têm construído casas e mais casas e prédios e o c*****o aqui dos lados, a minha fica cada vez mais difícil de achar por forasteiros.

Ontem, incomodado com o livro que encomendei de Espanha nunca mais chegar (as conversas do Cameron Crowe com o Billy Wilder, aaaah…), mandei um mail à transportadora do Porto que o devia trazer. Responderam-me a dizer que o traziam hoje. Agradeci e, já prevendo a dificuldade dos moços, mandei o número de telefone fixo e as coordenadas do Google Maps.

E o que me aconteceu hoje, o que me aconteceu hoje? Ora, acordei com o rapaz da transportadora a ligar-me para o telemóvel e a perguntar como aqui chegava. Perceberam? Tinha mandado o telefone de casa e as coordenadas. E ele liga-me para o telemóvel a perguntar onde é. Acordando-me.

FML!!!

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